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H1N1: prevenção e tratamento adequado evitam maiores riscos

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O crescimento no número de casos registrados da gripe H1N1 tem causado preocupação. Mas você sabe o que é a H1N1, como se prevenir e como se tratar da doença?

Não há razão para pânico, basta tomar algumas precauções e seguir o tratamento indicado, caso se contraia a doença. A Folha de São Paulo publicou em seu site alguns esclarecimentos sobre a gripe H1N1, que reproduzimos parcialmente abaixo.

O vírus

1.    O que é a gripe H1N1? É uma gripe do tipo A causada pelo vírus H1N1, que circula entre humanos. Ele foi detectado no México, em abril de 2009, e se disseminou rapidamente, causando uma pandemia mundial chamada, na época, de gripe suína.

2.    Como ela é contraída? Quando se inala secreções do doente ao falar, espirrar ou tossir e quando há contato com superfícies infectadas, como mesas, maçanetas ou talheres.

3.    Quais são os sintomas? Os mesmos da gripe normal, porém mais fortes: febre alta, tosse, dor muscular, dor de cabeça e de garganta, coriza e irritação nos olhos e ouvidos. Também pode provocar falta de ar e dor no tórax.

4.    Como posso me prevenir? A vacinação é a melhor maneira, mesmo não sendo 100% eficaz. Além disso, evite levar a mão aos olhos, ao nariz e à boca, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

5.    Como funciona o tratamento? O diagnóstico deve ser feito por um médico, que vai indicar o melhor tratamento para cada paciente. De maneira geral, a pessoa doente deve repousar, beber muito líquido e evitar álcool e cigarro. Medicamentos como o paracetamol podem ser usados para combater febre e dores. Em casos graves ou grupos de risco (idosos, crianças, asmáticos, cardiopatas, diabéticos, indígenas, entre outros), pode ser recomendado antiviral, como o oseltamivir, vendido com receita médica.

6.    Qual é a diferença entre o H1N1 e os outros vírus da gripe? O H1N1 tem mais chances de causar complicações como a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), especialmente em pessoas de maior risco.

7.    Há motivo para pânico? Não. Deve-se seguir as recomendações de higiene e, assim que possível, tomar a vacina, especialmente os grupos de risco (idosos, crianças, asmáticos, cardiopatas, diabéticos, indígenas, entre outros). É a melhor maneira de prevenir a doença.

8.    Devo ir ao hospital assim que sentir um dos sintomas da gripe ou sair correndo para tomar a vacina? Nem sempre. Pode ser que seja apenas um resfriado. Ir a um hospital ou pronto-socorro pode expor a pessoa, que já está com a imunidade baixa, a microorganismos e fazer com que ela contraia a gripe ou outras doenças.

9.    Como sei se estou com gripe ou se é apenas um resfriado? No resfriado, os sintomas são nariz escorrendo, espirros, um pouco de dor no corpo e às vezes febre baixa e tosse. Já a gripe se inicia de repente e tem como principais marcas febre alta, tosse seca e fortes dores no corpo e de garganta. Ela também pode evoluir e provocar complicações no pulmão, resultando em falta de ar.

A Vacina

10.  A vacina protege contra quais vírus? A vacina dada na rede pública é a trivalente, contra as gripes A (H1N1), A (H3N2) e um tipo da B. Na rede privada também pode ser oferecida a quadrivalente - que protege contra mais um tipo da B. Se o paciente também quiser tomar a segunda, deve aguardar o intervalo de um mês entre as doses.

11.  Ela é 100% eficiente? Não, a eficácia é de 60% a 90%, dependendo da faixa etária do paciente e de outros fatores, como presença de infecções e doenças crônicas.

12.  Quem não pode tomar a vacina? Bebês menores de seis meses e quem já teve reações anafiláticas em aplicações anteriores. Quem teve a síndrome de Guillain-Barré ou tem reações alérgicas graves a ovo - a vacina contém traços de proteínas do alimento - também deve ter cautela.

13.  Quando começam as vacinações?* A campanha nacional começa em 30/04 e vai até 20/05. Nela serão vacinadas crianças menores de 5 anos e pessoas com mais de 60 anos.

14.  A vacina vale por quanto tempo? Ela demora de três a quatro semanas para começar a fazer efeito e é útil por seis a oito meses, uma "temporada" do vírus. Normalmente as cepas mudam, por isso é preciso fazer a vacinação todo ano.

15.  Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, ainda preciso tomar a vacina? Precisa. Quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a pegar a doença. O tempo de imunização após a infecção é mais prolongado que o da vacina, porém não é possível prevê-lo porque é bastante variável.

16.  Quem toma a vacina tem chances de ficar gripado como "reação da vacina"? Não. O máximo que pode acontecer são dores no local da aplicação e mal estar.

 

*A Campanha Agros de Vacinação contra a Gripe será, inicialmente, para beneficiários entre 5 e 18 anos e entre 40 e 59 anos. As datas da vacinação em Viçosa, Belo Horizonte, Florestal, Rio Paranaíba e Capinópolis serão divulgadas em breve.  

 

Fonte: Perguntas e respostas retiradas de publicação do site www.folha.uol.com.br

 

 
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