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14 de novembro é Dia Nacional e Mundial do Diabetes

 

 Crescimento da doença em todo o mundo está diretamente atrelado ao modo de vida da população, explica especialista

  

No dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, data em que nasceu Frederick Banting, que, junto a Charles Best, descobriu a insulina em 1921. A comemoração é um importante alerta para o aumento da ocorrência do diabetes no mundo. A doença já afeta 246 milhões de pessoas e deve chegar a 380 milhões até 2025, segundo a International Diabetes Federation (IDF). Para o coordenador do Setor de Endocrinologia do Hospital Lifecenter, Rodrigo Bastos Fóscolo, tal crescimento está diretamente relacionado à obesidade, sedentarismo e às dietas pobres em fibras, legumes e verduras, mas ricas em gorduras e açúcares.

 

Dividido em dois tipos principais, o diabetes é uma doença caracterizada por um aumento anormal de açúcar no sangue. O tipo 1 é auto-imune: o organismo identifica as células produtoras de insulina como corpos estranhos e as destrói. “O organismo para ou produz uma quantidade muito pequena de insulina. A destruição pode ser completa”, afirma Fóscolo. Para regularizar o metabolismo do açúcar, as pessoas necessitam de injeções diárias de insulina. A ocorrência do tipo 1 é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos. “Entre os portadores de diabetes, 90% têm o tipo 2 e só 10% o tipo 1”, diz. Os sintomas, rápidos e progressivos, incluem vômitos, sede e fome constante, perda de peso, fraqueza, cansaço, nervosismo e vontade de urinar diversas vezes.

 

O tipo 2 é um distúrbio metabólico de forte tendência hereditária, com maior incidência a partir dos 40 anos de idade. Nesse caso, a insulina produzida pelo pâncreas não funciona corretamente e as células musculares e adiposas não conseguem metabolizar a glicose da corrente sanguínea. Este é o conceito da resistência insulínica. Os sintomas são mais lentos e indolentes, como infecções frequentes, visão embaçada, dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose.

 

Existem muitos mitos em torno do diabetes. “O paciente se preocupa em não comer açúcar, mas se esquece de que mesmo um bolo diet, por exemplo, também tem farinha, polvilho e fubá. Tudo isso é transformado em glicose pelo organismo e se tornará açúcar no sangue”, explica o endocrinologista.

 

Por isso, segundo Rodrigo Fóscolo, a melhor forma de se conviver com a doença e diminuir os riscos é conhecê-la bem. “É importante saber mais sobre a alimentação, praticar exercícios físicos, manter uma vida saudável, pois a cooperação do paciente é fundamental para o sucesso de seu tratamento”, afirma.

 

O coordenador do Setor de Endocrinologia do Hospital Lifecenter, Rodrigo Bastos Fóscolo, está disponível para esclarecer dúvidas a respeito do assunto.

 

 

Assessoria de Imprensa - Interface Comunicação Empresarial

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