Plano de saúde não terá reajuste em 2021

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O Conselho Deliberativo do Agros (CDE) definiu, em reunião realizada em 6 de abril de 2021, que não haverá reajuste nas contribuições mensais dos planos de saúde no período de 2021 a maio de 2022.

Também não haverá mudança no teto de contribuição (que é de 19% do salário do titular do plano) e na coparticipação em exames, consultas e procedimentos laboratoriais (de 35%).

A decisão do Conselho levou em consideração os impactos financeiros da pandemia entre os beneficiários e avaliou o estudo atuarial realizado em dezembro de 2020, que mostrou claramente que essa decisão tem impactos fortes na reserva do Fundo Assistencial. No entanto, no entendimento do CDE, o impacto nas reservas é suportável neste momento de exceção da pandemia de covid-19.

 

O impacto do não reajuste

Todos os anos os planos de saúde do Agros passam por um estudo atuarial, que tem o objetivo de avaliar as despesas do plano e a frequência de utilização pelos beneficiários no ano anterior, e calcular a necessidade de receitas, ou seja, de recursos financeiros para arcar com os compromissos previstos para o próximo ano.

Os cálculos levam em consideração as características do grupo de beneficiários (como a faixa etária) e a inclusão de cobertura de novos procedimentos, entre outros pontos. A partir do estudo é definido o Plano de Custeio, um documento que apresenta os valores e a origem dos recursos necessários para que o plano de saúde continue em funcionamento.

As despesas do plano de saúde têm previsão de crescimento em 2021, em razão de aumentos dos custos de alguns procedimentos e da ampliação do Rol de Cobertura definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, entre outros pontos. Diante disso, o não reajuste das contribuições tem impacto direto no Plano de Custeio, uma vez que os custos vão aumentar, mas não haverá aumento de arrecadação por meio das contribuições. 

O Conselho Deliberativo definiu que serão retirados recursos do Fundo Assistencial do Agros para garantir a continuidade dos serviços do plano de saúde sem a aplicação de reajuste. Nos próximos estudos atuariais, porém, poderá ser necessário realizar ajustes para que as reservas do Fundo não acabem.   

O Agros iniciou os estudos atuariais em dezembro de 2020 e os resultados foram encaminhados ao Conselho Deliberativo em fevereiro de 2021. 

 

Fique atento: não haverá reajuste sobre a contribuição individual, mas o valor final a ser pago pelo grupo familiar poderá ter alteração caso algum beneficiário mude de faixa etária ou de faixa salarial, o que impacta no valor do auxílio-saúde suplementar repassado pelo governo.

Os valores de contribuição ao plano por faixa etária e do auxílio-saúde suplementar podem ser conferidos no site www.agros.org.br, no banner à direita “Tabelas de Contribuição do Plano de Saúde”.  

 

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